The Beginnig – Dança do Ventre

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O ano é 2012. Uma garota sedentária se debate internamente entre sua preguiça e a saúde do corpo. Já havia tentado tornar-se uma frequentadora de academia. Não a Academia, nessa estava indo bem, alguns sinais eram promissores, e tinha sido preparada para isso a vida toda. Mas academias. Musculação, música alta, suor, pessoas estranhas, egos carentes. Tinha tentado até natação. Mas o vício em pagar e sabotar-se era presente. Em seu último ano da graduação, denegrindo-se pelas pressões da vida, encontrou enfim ânimo em uma academia junto da universidade. Pela primeira vez sentiu o prazer em trabalhar o corpo. Mas via-se pálida, magra e doente no espelho. E em pouco tempo aquele ânimo deu lugar a desânimo, e a recaída das desculpas para deixar para o outro dia retornaram, as usual.

TÁ.

CHEGA DE DRAMA.

giphy

Cês pegaram a ideia. Eu era uma moçoila sedentária em seus 22 aninhos, que depois das frustrações com musculação, percebeu que teria que encontrar uma atividade que lhe desse ânimo e vontade de praticar, se quisesse sair da rotina estagnada e melhorar a saúde.

Por um momento, fiquei na dúvida se procurava alguma arte marcial ou dança. Não me lembro mais porquê fui pro lado da dança, ou mesmo o porquê de ter sido Dança do Ventre. Provavelmente foi porque eu vi nessa modalidade a possibilidade de desenvolver a minha autoestima e lado feminino, que foi razoavelmente reprimido desde a infância.

Procurei por escolas em Porto Alegre pela internet, e já na segunda tentativa havia me decidido: Escola Templo do Oriente, de Brysa Mahaila. No verão de 2012 haveria aulas intensivas com o conteúdo Iniciante.

ME JOGAY

Foram três semanas de aulas (acho), onde aprendi praticamente todos os passos básicos, e também onde percebi que tinha bastante facilidade em aprendê-los, o que me deu uma maravilhosa injeção de ânimo pra continuar.

O primeiro ano de dança do ventre foi razoavelmente intenso. Fazia aulas duas vezes por semana, na turma de nível Básico com a profe Grazi Shazadi e na de nível Intermediário com a Brysa. Fiz também diversas aulas temáticas (Véus com Pri Kadifeh, Espada com a Grazi, Snujs e Ghawazee com Cris Sybilla, Tribal com Zahira, por exemplo), e no final do ano estreei nos palcos da vida em dois eventos.

Um deles foi o espetáculo “Mulheres e Mitos”, de Brysa Mahaila, onde dancei junto de minhas colegas das duas turmas. Uma das coreografias era uma clássica com espada (criada pela Brysa), e a outra uma moderna com snujs (feita pela Grazi). Apesar do nervosismo típico, me diverti e aprendi horrores. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que uma foto minha (ou melhor, da minha barriga gorduchinha) era a estampa do CD de fotos do espetáculo! *___*

Se já tava faceira com os aprendizados, fiquei um balão de orgulho! Hehehe. Claro que fotos são uma coisa, vídeo são outra. Me ver dançando naquela época dá vontade de arrancar os cabelos, mas tudo bem, não posso exigir muito de quem estava concluindo seu primeiro ano de dança… (Sim, sou muito autocrítica. Quem manda ter três planetas em Virgem no mapa… :p ).

Além desse espetáculo, participei de um evento familiar da minha turma com a professora Grazi. Reservamos uma noite em um restaurante, organizamos um buffet, chamamos os amigos e família… E me atirei no meu primeiro solo!

rbAGX

Esse sim eu assisto hoje e me dá vontade de arrancar os olhos, mas não deixo de admirar a minha porra-lokice em enfrentar a ansiedade e as críticas que me imponho para viver, e principalmente me divertir com, a experiência de dançar sozinha. Criei e apresentei uma dança moderna com véu simples.

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No meu segundo ano de dança, 2013, fiz apenas uma aula por semana, na turma de Avançado da Brysa, além de dois pequenos workshops com a Lulu from Brazil. 😀 Aqui, participei apenas da Mostra de Danças organizada pela Brysa, no final do ano, em uma coreografia clássica em grupo, sem acessórios.

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E aqui se encerra o que eu vejo como meu “período como aluna regular” de Dança do Ventre. Obviamente continuei sendo aluna, de várias formas, e ainda sou até hoje. E pretendo continuar sendo. No ano seguinte parti para um aprofundamento, que foi o curso de Formação. Mas isso fica pra um próximo post, pois o assunto é infinito!

Hasta luego, muchachos!

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