The Beginning – Profissional em Dança do Ventre

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Continuando a história da minha saga no mundo da dança, o ano agora é 2014. Foi um ano muito louco, onde me enfiei em trocentos cursos, estava no meio do mestrado e passando por certas revoluções internas. Por essas e outras, não pude fazer aulas regulares de dança… BÃT, foi o ano em que fiz o Curso Profissionalizante em Dança do Ventre da Brysa Mahaila.

O motivo principal, pelo que me lembro, de ter resolvido fazer o curso era de me aprofundar nos estudos da área. Sou uma pessoinha um tanto pragmática, gosto quando se têm a opção de estudar a fundo algo de maneira mais intensiva – ou, quando não é possível o mergulho no assunto, ao menos uma introdução dinâmica do todo. A decisão de realmente me tornar uma profissional veio durante o ano.

E essa decisão mudou radicalmente a minha vida. Mas isso merece uma postagem exclusiva. Patience, people!

E assim foi esse curso maravilhoso da Brysa, dinâmico e intenso. Quando o fiz, em 2014, o conteúdo estava organizado de janeiro a dezembro, um final de semana inteiro por mês (hoje, em 2016, o curso foi reformulado para um dia por mês, pra facilitar os alunos que vêm de longe). Foi um dinheiro muito bem investido, a meu ver. Estudamos e praticamos um pouco de tudo o que a Dança do Ventre abarca.

Obviamente muita coisa não pôde ser aprofundada demais por uma questão de tempo – afinal, estudar esse estilo de dança leva a vida toda –, mas o geral foi aprendido, de forma que saí do curso com uma boa noção desse mundo, sabendo aonde e o quê procurar se quisesse pesquisar a fundo, e, principalmente, tendo uma boa ideia de como identificar algo de qualidade de algo deturpado ou raso.

(abre parênteses)

Aliás, um dos objetivos desse blog é isso: ajudar a me comprometer a estudar e relembrar diversos aspectos da dança, embasando cada vez mais o meu conhecimento pra me tornar uma boa profissional e professora – fora uma boa divulgação de conhecimento via internet, coisa razoavelmente complicada de encontrar, principalmente no Brasil. Fiquem ligados! 😉

(fecha parênteses)

Revisão técnica de passos, história da DV, bailarinas da Golden Age, estudo de ritmos básicos, conhecimento dos instrumentos melódicos, musicalidade e leitura corporal, estilos de DV, fusões e influências de outras danças, principais folclores, uso de acessórios, noções de anatomia, alongamento, treino de improviso, expressão cênica, composição coreográfica, didática, orientação profissional… ufa!

Teve tudo isso e mais um pouco.

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Para o final do ano, uma das tarefas do curso era a composição coreográfica trabalhada pela turma. Ou seja, nós, colegas, teríamos que criar e desenvolver conjuntamente uma dança sem a ajuda da professora. Ou melhor, com pouca ajuda hehehehe. Obviamente a Brysa nos guiava com sugestões e percepções, mas o resto era com a gente.

Espetáculo Brysa Sogipa-1117

Uma das coisas que me deixou muito feliz foi perceber que minha turma se entendia bem e era bastante dinâmica. E isso foi muito importante, pois nós tínhamos muito pouco tempo pra criar e ensaiar a coreografia – afinal, várias colegas moravam longe e não tinham como vir em encontros extras, nos restando apenas uma ou duas horas dos encontros mensais. Foi enlouquecedor, mas ninguém surtou, ninguém se estressou, brigou ou ficou de beiço (que eu saiba hehehe). Criarmos rápido, com sugestões de todas, treinamos e memorizamos com destreza. Dançamos uma coreografia baseada no folclore ghawazee.

Toco snuj melhor que ocê, Saliha!

Outras das tarefas era criar um DVD-porfolio e a prova prática perante a Mestra. O DVD deveria conter quatro danças: uma clássica, uma folclórica, um solo de derbak e uma moderna ou tribal. Como acabei fazendo tudo meio às pressas, ficou terrível, é um dos meus projetos de “reconstrução” pra divulgar por aqui. :p

A prova prática foi o mais tenso, CLARO. Magina, ter que dançar sozinha, na frente da professora e das colegas, em uma típica avaliação. E mais: dançar…

ENTA OMRI.

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Pra quem não sabe, “Enta Omri” é o nome de uma música belíssima, muito famosa, e que é considerada um “tarab” (mais pra frente irei dissertar sobre o tarab, mas em resumo: é a expressão que se refere à emoção profunda e intensa que uma música pode provocar na bailarina e/ou público).

Havíamos sorteado as músicas (ouvidas ao longo de dois meses, pra nos preparar), eu tinha pego outra, mas uma colega tirou a Enta Omri e ficou apavorada (porque é uma música complexa e que exige uma dedicação emocional). Ela topou trocar e eu ME JOGUUUUEEEEEY again. E foi uma delícia dançá-la! Consegui deixar fluir a emoção da música (coisa difícil, no meu caso, explico em outra oportunidade ) – ah, comentei que o sorteio das músicas foi um dia antes da prova? :p – e me saí muito bem na avaliação. Claro, muitos pontos a observar e melhorar, mas fiquei muito feliz com o resultado. É um vídeo que provavelmente não divulgarei por causa desses pequenos detalhes técnicos que estavam ruins…

giphy

UPDATE: Criei vergonha na cara e resolvi deixar a vergonha de lado e tentar parar de me criticar tanto. :p Então, não postarei o vídeo da minha prova prática, pois realmente tem uns aspectos técnicos que eu não aguento, porém, postarei aqui eu dançando a mesma música um ano depois, em um evento. Ainda tem muuuuito a melhorar, mas achei que melhorei bastante, em comparação. 🙂

Além disso, eu, em específico, pude dançar um solo na Mostra de final de ano. No curso profissionalizante, estava programado que todas escolhessem uma colega, através de votação, para fazer um solo, procurando escolher a que mais evoluiu ao longo do curso. E eu fui a escolhida ❤ ❤ ❤

Eu não era a melhor bailarina, inclusive tive colegas com bem mais experiência que eu nos palcos, com quadris mais soltos e ágeis, que já davam aulas, etc. Mas, segundo elas, fui a que mais evoluí ao longo do curso. Me senti super feliz e honrada com a oportunidade!

Espetáculo Brysa Sogipa-242

Como era de se esperar, acabei me jogando no solo… de improviso. <o>

Gosto bastante de improvisar, é uma experiência com bastante… adrenalina. :p O problema é que, se não houver uma certa quantidade de ensaios – sim, é possível ensaiar improvisos sem que isso seja um planejamento coreográfico – a dança pode sair meio capenga. E, como já mencionei, sou muito autocrítica, e o vídeo desse solo é algo que, again, muito provavelmente nunca vou divulgar, porque a minha vontade é de me esconder embaixo do tapete.

Mas certamente irei tentar recompô-lo, mais pra frente, pois a música é uma que me enche de prazer, de tão linda. Não deixarei a oportunidade de estudá-la melhor pelo fato de já tê-la dançado.

UPDATE 2: Como no outro, acabei mudando de ideia e dando a cara a tapa. Aqui o vídeo original do evento. :p Eu tava mega nervosa, agitada… <o> Mas vale a lembrança.

Enfim, por hoje é só, folks. Não tem lá muuuuuuito mais coisas pra contar sobre minhas peripécias passadas, mas pra evitar que esse texto fique ainda mais longo, deixarei pra ouro dia.

Namastê!

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