Desvendando: “Isa”

Performance “Isa”, 2018. Figurino e maquiagem por Anath Nagendra. Fotografia de Fernando Espinosa.

Em julho de 2018 apresentei a performance “Isa”, na Mostra de Danças de Inverno do Centro Municipal de Dança de Porto Alegre. Foi uma das minhas criações mais marcantes pra mim, e qual foi a minha felicidade ao ser convidada pela maravilhosa Hölle Carogne para falar sobre ela, em sua coluna Venenum Saltationes do blog Coletivo Tribal!

Caso alguém não tenha notado (o_õ), dança, arte, espiritualidade e ocultismo andam juntos na minha mente, e Isa representa muito bem o meu tipo de expressividade no que seria chamado de estilo Tribal Ritualístico. Mas, a cabeça de cada pessoa é única e assim o é a minha abordagem dessas coisas – tanto que em geral não sinto que me encaixo nessa definição, apesar de correta (alô Dharma Fusion!).

Quem quiser ter uma noção de como eu funciono, pode acessar aqui a matéria, onde conto tudo o que aconteceu e estava envolvido na criação dessa peça. 😉

Segue um trechinho:

” Sabe crise dos 30? Aquela época da vida em que certas fichas caem e parece que tudo está se desfazendo ao seu redor, vivida principalmente por mulheres? Então, sou cética quanto à essa crença popular em tempos atuais, principalmente por estar enraizada na cultura patriarcal (p.ex. a crise por não ter arranjado marido/filhos).

Mas devo admitir que uso a expressão, de brincadeira, pra ilustrar o melê atual da minha vida. Ainda mais porque a minha “crise dos 30” começou na margem de erro, por volta dos 28 (ou antes, até). Problemas financeiros e emocionais, estresse com o trabalho, preocupações com a família, com a saúde, o choque de realidade de entrar na vida adulta depois de anos dentro de uma bolha intelectual resumida à universidade, a depressão com o estado atual do mundo, autoestima no chão, etc.

Assim, às portas de completar 29 anos, criei “ISA”. E o que diabos isso tem a ver com o que falei acima? Simples, essa performance foi um ritual pessoal “multicamadas”, cuja intenção era quebrar essa onda da “crise dos 30”. Os resultados foram tão “WOW” que senti que essa apresentação merecia uma matéria só pra ela. Obviamente que a “crise dos 30” não sumiu magicamente após a dança, provavelmente precisarei de um tempo e de outros trabalhos internos pra dar continuidade a essa saga, mas certamente este foi o pontapé inicial desse concerto.

E como ocultistas no meio da dança não são exatamente numerosos, acho interessante dividir um pouco destas experiências e percepções, ainda mais por ser um mundo tão particular e subjetivo.”

Muita coisa rolou de lá pra cá, e espero um dia poder recriar essa performance. :3

That’s all, folks!


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