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Quando a inércia nos mantêm em movimento

Como assim? Inércia e movimento? Como as duas podem estar juntas?

Dançar é movimentar-se conforme um ritmo, não? Dançar é deixar fluir movimentos de acordo com uma música. Dançar é mexer o corpo. Sem movimento, sem fluxo, não há dança!

Essa é uma das formas mais tradicionais de se definir o que é dança. Porém, o que muitas de nós não percebemos – ou não aprendemos – é que existe uma miríade de tipos de movimento, com suas particulares e características. Rápidos, lentos, intensos, suaves. E momentos sem movimento! Não seria um paradoxo?

Apesar da definição, frequentemente esquecemos dos aspectos que envolvem o “estar parado” dentro do mundo da dança e mesmo em nossas vidas. E com o final de ano se aproximando, as semanas que os antecedem costumam ser muito estressantes na vida de bailarinas e professoras de dança. Ensaios e mais ensaios, eventos borbulhando, mostras de final de ano, confraternizações com danças. Ufa! Não vemos a hora de ter um descanso.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre várias facetas que incluem essa característica mais ociosa, que muitas vezes se tornam imprescindíveis para a nossa saúde e qualidade de dança.

Documentário The Fez!

Hoje é dia de entrar no Túnel do Tempo! Iremos falar um pouco sobre a recente inclusão no site Datura Online, da escola da Rachel Brice: o documentário The Fez! Infelizmente o vídeo está disponível apenas para membros assinantes do D.O., mas não é por isso que iremos deixar de contar um pouquinho pra vocês! Além do mais, é possível comprar, por um mês, apenas o vídeo do documentário, sem a necessidade de assinar o conteúdo todo.

A palavra “fez” possui, ao menos, três significados: “fez” como chapéu (cap, em inglês), de origem árabe – surgiu no Império Bizantino e posteriormente popularizado durante o Império Otomano; “Fez” como nome da segunda maior cidade do Marrocos; e “The Fez”, o primeiro clube noturno de origem árabe dos Estados Unidos.

Aqui uma tradução, livre, da descrição do vídeo no D.O.:

“Diretora e Produtora, Roxxanne Shelaby, uma mundialmente renomada bellydancer, nos traz ao coração da Era de Ouro de Hollywood com ‘The Fez’ – o primeiro restaurante e clube noturno dedicado à cultura árabe na Costa Oeste. Aberto em 1959 em Hollywood, o legendário Fez não apenas se tornou um centro para a comunidade árabe no sul da Califórnia, mas um catalisador para a música e dança árabe, continuando a inspirar gerações de músicos e dançarinas para além de Los Angeles.

Este projeto pretende documentar uma pedaço da história da música e dança árabe, o centro cultural que The Fez se tornou para a comunidade árabe e para aqueles atraídos pela beleza e riqueza da cultura árabe E a nostalgia da velha Hollywood!

O documentário The Fez mostra a visão de dentro do primeiro clube do Oriente Médio em Hollywood, onde todas as estrelas clássicas foram vistas e apresentadas às Artes e Cultura do Oriente Médio. Com música árabe, dançarinas de dança do ventre e a melhor comida do Oriente Médio da cidade, The Fez teve os melhores músicos e dançarinas esquentando o chão de dança e se tornou parte da história da Vintage Hollywood.”

Ruth St. Denis: uma reflexão sobre fusões

Se você é bailarina tribalesca (ou de ventre), certamente já deve ter ouvido falar de Ruth St. Denis. Não? Pois bem. Ruth foi uma das pioneiras da dança moderna, americana, juntamente com sua colega contemporânea Isadora Duncan, no início do século XX. Ao contrário de Duncan, cujo enfoque principal era a quebra de regras e busca da liberdade de movimento com relação ao ballet clássico, Denis alcançou sucesso ao fusionar elementos de culturas orientais e exóticas em suas performances.

Podemos dizer, talvez, que Denis é como nossa tia-avó, sendo a avó direta nossa amada Jamila Salimpour. ❤ Alguém que dançava e ansiava por experimentar e oferecer algo diferente ao público, buscando a realização nas raízes, na ancestralidade, na conexão com o feminino, a natureza, a espiritualidade… tudo isso fortemente guiado pelo misticismo e à exótica estética do Oriente Médio e Extremo Oriente.

Mas… isso foi uma coisa boa?