Profissionalismo vem de dentro, e a Arte também

O quanto um diploma ou certificado diz sobre o seu professor de dança?

Quando o assunto é Arte, o quanto um diploma ou certificado faz diferença?

Ainda, no mundo do Tribal, estilo tão diversificado, flexível e livre, o quanto um título fala sobre o conhecimento e visão do professor?

Hoje é dia de discutir um assunto complexo, que possui várias facetas e certamente divide opiniões: o que faz de um profissional, um profissional? Quero questionar o quanto um título é importante – no que concerne à arte – e também que isso não confere profissionalismo instantaneamente! Veremos alguns pontos-chave do bom profissionalismo, e quais deles exigem uma titulação.

Documentário Ethiopia Dances for Joy

Se você ama aprender sobre outras culturas do mundo, este documentário é uma ótima pedida! Ainda mais se você for uma tribalesca, pois este pequeno filme é fortemente voltado para danças tradicionais.

Mas não qualquer dança: o documentário se foca em apresentar diversas manifestações folclóricas típicas de diversas regiões da Etiópia! Produzido, filmado e dirigido pela mestra da Dança Oriental Tamalyn Dallal e editado por George Achi, o filme nos carrega para o meio de um povo exótico de terras distantes. Você pode assisti-lo através do site Datura Online ou adquirir o DVD por este link aqui.

O site próprio de Tamalyn sobre seus filmes traz a seguinte sinopse, de tradução livre:

Quando a inércia nos mantêm em movimento

Como assim? Inércia e movimento? Como as duas podem estar juntas?

Dançar é movimentar-se conforme um ritmo, não? Dançar é deixar fluir movimentos de acordo com uma música. Dançar é mexer o corpo. Sem movimento, sem fluxo, não há dança!

Essa é uma das formas mais tradicionais de se definir o que é dança. Porém, o que muitas de nós não percebemos – ou não aprendemos – é que existe uma miríade de tipos de movimento, com suas particulares e características. Rápidos, lentos, intensos, suaves. E momentos sem movimento! Não seria um paradoxo?

Apesar da definição, frequentemente esquecemos dos aspectos que envolvem o “estar parado” dentro do mundo da dança e mesmo em nossas vidas. E com o final de ano se aproximando, as semanas que os antecedem costumam ser muito estressantes na vida de bailarinas e professoras de dança. Ensaios e mais ensaios, eventos borbulhando, mostras de final de ano, confraternizações com danças. Ufa! Não vemos a hora de ter um descanso.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre várias facetas que incluem essa característica mais ociosa, que muitas vezes se tornam imprescindíveis para a nossa saúde e qualidade de dança.