Profissionalismo vem de dentro, e a Arte também

O quanto um diploma ou certificado diz sobre o seu professor de dança?

Quando o assunto é Arte, o quanto um diploma ou certificado faz diferença?

Ainda, no mundo do Tribal, estilo tão diversificado, flexível e livre, o quanto um título fala sobre o conhecimento e visão do professor?

Hoje é dia de discutir um assunto complexo, que possui várias facetas e certamente divide opiniões: o que faz de um profissional, um profissional? Quero questionar o quanto um título é importante – no que concerne à arte – e também que isso não confere profissionalismo instantaneamente! Veremos alguns pontos-chave do bom profissionalismo, e quais deles exigem uma titulação.

Quando a inércia nos mantêm em movimento

Como assim? Inércia e movimento? Como as duas podem estar juntas?

Dançar é movimentar-se conforme um ritmo, não? Dançar é deixar fluir movimentos de acordo com uma música. Dançar é mexer o corpo. Sem movimento, sem fluxo, não há dança!

Essa é uma das formas mais tradicionais de se definir o que é dança. Porém, o que muitas de nós não percebemos – ou não aprendemos – é que existe uma miríade de tipos de movimento, com suas particulares e características. Rápidos, lentos, intensos, suaves. E momentos sem movimento! Não seria um paradoxo?

Apesar da definição, frequentemente esquecemos dos aspectos que envolvem o “estar parado” dentro do mundo da dança e mesmo em nossas vidas. E com o final de ano se aproximando, as semanas que os antecedem costumam ser muito estressantes na vida de bailarinas e professoras de dança. Ensaios e mais ensaios, eventos borbulhando, mostras de final de ano, confraternizações com danças. Ufa! Não vemos a hora de ter um descanso.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre várias facetas que incluem essa característica mais ociosa, que muitas vezes se tornam imprescindíveis para a nossa saúde e qualidade de dança.

Ruth St. Denis: uma reflexão sobre fusões

Se você é bailarina tribalesca (ou de ventre), certamente já deve ter ouvido falar de Ruth St. Denis. Não? Pois bem. Ruth foi uma das pioneiras da dança moderna, americana, juntamente com sua colega contemporânea Isadora Duncan, no início do século XX. Ao contrário de Duncan, cujo enfoque principal era a quebra de regras e busca da liberdade de movimento com relação ao ballet clássico, Denis alcançou sucesso ao fusionar elementos de culturas orientais e exóticas em suas performances.

Podemos dizer, talvez, que Denis é como nossa tia-avó, sendo a avó direta nossa amada Jamila Salimpour. ❤ Alguém que dançava e ansiava por experimentar e oferecer algo diferente ao público, buscando a realização nas raízes, na ancestralidade, na conexão com o feminino, a natureza, a espiritualidade… tudo isso fortemente guiado pelo misticismo e à exótica estética do Oriente Médio e Extremo Oriente.

Mas… isso foi uma coisa boa?