Meu Trabalho & Método

“Dança é a linguagem escondida da alma”
Martha Graham

sosimby

Meu trabalho

A Dança – seja Ventre, Tribal, ou outro estilo – tem diversas faces, potenciais e usos. Desde uma “simples” prática física para queimar calorias até uma ponte para o mundo interior, a dança pode nos proporcionar um belo trabalho com a consciência corporal, fortalecimento da confiança e autoestima, terapia contra estresses cotidianos e até nos guiar no desenvolvimento espiritual.

O meu foco de trabalho com a dança é um amálgama de todos estes potenciais benefícios e aspectos, todos partindo de uma base construída com elementos espirituais e esotéricos. Com suporte da psicologia junguiana, todas as minhas performances possuem algum significado ou função para com meu desenvolvimento interior, mesmo que seja uma apresentação “tradicional”.

Todas elas me desafiam de alguma maneira, me tiram de minha zona de conforto. Seja para lidar com a exposição do palco, com a adrenalina de dançar de improviso, confiar na minha capacidade técnica, buscar a minha própria linguagem de movimento, experimentar diferentes energias, aprender a confrontar minha autocrítica interna negativa e dar mais voz ao que percebo de bom em mim, ou para dar vazão à criatividade e aspectos do inconsciente.

Atualmente me dedico a aprofundar minha relação com a dança como ferramenta esotérica e espiritual. Me dedicar a uma dinâmica não familiar à minha consciência, trazer à tona aspectos reprimidos no inconsciente, extravasar emoções trancadas ou ritualizar a performance com um propósito esotérico são algumas das formas que tenho utilizado.

Dou continuidade ao trabalho corporal, com treinos relacionados à dança e suas técnicas de movimentos, visando melhorar minhas capacidades e expandir meu repertório, além de incluir nos cuidados físicos elementos do Raja Yoga e Taijiquan.

Na Dança do Ventre, me interesso em resgatar as conexões com o Sagrado Feminino, principalmente com o estilo Clássico, tarab e taqsim, além de desenvolver a autoestima. No Tribal Fusion, meu principal interesse, busco, dentre seus variados potenciais, uma ferramenta de expressão criativa e espiritual. Para o trabalho corporal fusiono as técnicas mencionadas acima, no que cunhei Tribal Yoga Fusion.

Ainda, me interesso em lidar com as diversas possibilidades de hibridizações entre estas áreas, com o objetivo de dissolver as fronteiras entre os estilos e obter liberdade de expressão.

Além da criação de performances, me dedico ao ensino da dança e experimentações.

 

sosimby

Meu método de ensino

Como alguém de mente sistemática e analítica, gosto de elaborar minhas aulas e cursos de maneira estruturada e lógica, visando transmitir o conhecimento à aluna de modo que esta o absorva e possa utilizar por conta própria em seu próprio caminho.

No meio da Dança do Ventre e Dança Tribal, não há uma regulamentação “oficial” no que concerne os conteúdos de aula, nomes dos passos e formas de ensino. Cada professora acaba tendo a sua própria linguagem e maneira de ensinar. Por conta disso, acho importante sempre deixar claro minha forma de ver o ensino da dança.

Divido a minha percepção de níveis em cinco categorias: Iniciante, Básico, Intermediário, Avançado e Profissional. Utilizo um mesmo padrão tanto para a Dança do Ventre quanto a Dança Tribal, desenvolvendo suas diferenças conforme se avança no conteúdo. Afinal, a Dança Tribal surgiu da Dança do Ventre.

No nível Iniciante, o objetivo é apresentar à aluna um pouco de tudo o que envolve essa dança: história, essência e energias, musicalidade, conceitos e percepções, e no viés técnico me foco em apresentar um conjunto de passos básicos que considero mais “puros”, no sentido de que são as figuras mais basais dentre os desenhos que criamos com os movimentos do corpo. Os níveis seguintes são aprofundamentos destes conteúdos e a expansão da percepção da dança e seus elementos.

Acredito que uma boa conscientização da postura básica e as figuras, direções e intenções sejam a chave para um bom aprendiado e o trampolim para a aluna se desenvolver por si mesma. Observo com frequência no meio da dança exemplos de aulas, didáticas ou sequências coreográficas direcionadas para Iniciantes ou nível Básico, mas que – a meu ver – são complicadas demais para um certo grupo de pessoas. Quem aprende rápido pode se dar bem com qualquer situação relativa ao nível, porém, já tive contato com alunas que precisaram do dobro ou triplo do tempo para aprender um passo.

Percebi como parte da dinâmica de ensino que temos atualmente acaba por excluir uma parcela de alunas, que têm maiores dificuldades ou um ritmo mais lento, culminando numa frustração que muitas vezes as leva à desistência.

Por fim, procuro sempre trazer um equilíbrio de fatores para minhas aulas: a seriedade para o aprendizado correto, o lúdico para se apreciar as técnicas, a estrutura para embasar o conteúdo, a paciência para o ritmo de cada aluna, o desafio para dinamizar as aulas.

Om Namastê!

sosimby

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