De Onde Vim

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Alerta de textão!

Acho interessante compartilhar sobre minha história – e ler a de outras – porque contexto é tudo, e isso pode inspirar alguém. Muitas vezes admiramos um artista ou profissão, ou queremos perseguir uma determinada carreira, mas nos vemos impedidas, auto-sabotadas, frustradas ou desanimadas porque acreditamos não estar no caminho certo, não termos as características perfeitas, não nos esforçarmos da maneira ideal, ou não ter começado no momento correto.

No caso da dança, é muito comum que grandes bailarinas tenham começado muito cedo na vida, passado por diversos estilos, aprofundado seus estudos e estabelecido uma carreira ainda bem jovens. Vemos com freqüência como as artistas mais famosas e admiradas são pessoas muito ativas, que treinam 40 horas por dia (#Ling Ling feelings), e criam literalmente o tempo todo.

Mas… e quando não nos encaixamos nesses perfis? Quando não temos a chance de começar cedo, não temos energia para tanto treino, tempo para aprender mais ou dinheiro para investir?

Não temos o direito de ter uma carreira como bailarina?

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Prisões de nós mesmos

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Criei este site primeiramente como um blog, no dia 8 de março de 2016. Sim, foi de propósito, achei que seria interessante começar os trabalhos no dia da Mulher, basicamente porque parte do motivo pelo qual danço, é resgatar o meu feminino interior. Hoje, uso como marco meus 30 anos para relançá-lo depois de uma densa reforma, além de estar trabalhando na expansão de horizontes de trabalho criativo com a lojinha e os cursos on-line.

Update: devido à uma nova reforma no site, estou reupando todos os posts anteriores, às portas dos 31 anos hehe.

Na verdade, é mais algo como libertar o meu eu, a minha essência em sua totalidade, sendo ela feminina ou não. Mas existe uma ênfase no Feminino, pois, mesmo sendo uma mulher cisgênero que se identifica como tal, a minha feminilidade é o que mais está trancafiada aqui dentro.

Isso porque eu cresci num mundo que, por algum motivo, vê mulheres (e qualquer um que seja diferente da norma local) como algo inferior, perigoso, que ameaça o status quo e que precisa ser mantido sob controle. E faz isso impondo na nossa psique quatro coisas:

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