Arte focada, arte diversa

Ou também: correlacionando biologia, arte e sociedade! XD

Para surpresa de zero pessoas, 2020 foi como um trator passando em cima da minha vida, assim como o foi pra praticamente todo mundo, de diversas maneiras, com diversos obstáculos e desafios, e tudo indica que seu legado vai ser continuado em 2021.

Menos vocês, elite fascistinha de merda que só se importa com o próprio umbigo e que enriqueceu às custas dos outros. Se você não teve ao menos um pingo de depressão pelo estado do mundo, mesmo sentado em seus privilégios, é de você que tô falando. Você é o problema. E se você se irritou com isso, a carapuça serviu, fikdik.

Esse ano foi certamente regido pelo Arcano XVI, A Torre, que chacoalha nossas bases, destruindo as velhas estruturas pra dar lugar à renovação. Só ainda não sei se, para a humanidade como um todo, a Torre está invertida ou não. Tenham esperanças, crianças!

No meu caso, uma das coisas para a qual “serviu” esse ano, foi me fazer parar de bater a cabeça na parede e mudar minhas perspectivas. Ainda tô “reajustando” a minha visão, começando enfim a ter forças pra quebrar a casca do ovo, graças a descobertas sobre mim mesma que vieram à tona e literalmente me despertaram pra muitas coisas.

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O que você vê no espelho?

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O que você vê quando olha pra essa superfície refletora? O que você sente quando olha pra imagem refletida? O que você pensa nesse momento? O que você gostaria de falar pra pessoa do outro lado?

Obviamente que estas não são perguntas simples, pois dependem muito do momento, de como estamos e como nos sentimos. Especialmente pra nós, mulheres, que vivenciamos tamanha montanha-russa hormonal todo mês.

Meu ponto aqui é gerar uma reflexão (hue) sobre o modo como nos percebemos, principalmente no que concerne nossa imagem. Como mulheres, recebemos uma pressão descomunal da sociedade em cima da nossa aparência, e, como dançarinas, inclui-se nisso a cobrança de uma imagem agradável em prol do trabalho.

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Prisões de nós mesmos

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Criei este site primeiramente como um blog, no dia 8 de março de 2016. Sim, foi de propósito, achei que seria interessante começar os trabalhos no dia da Mulher, basicamente porque parte do motivo pelo qual danço, é resgatar o meu feminino interior. Hoje, uso como marco meus 30 anos para relançá-lo depois de uma densa reforma, além de estar trabalhando na expansão de horizontes de trabalho criativo com a lojinha e os cursos on-line.

Update: devido à uma nova reforma no site, estou reupando todos os posts anteriores, às portas dos 31 anos hehe.

Na verdade, é mais algo como libertar o meu eu, a minha essência em sua totalidade, sendo ela feminina ou não. Mas existe uma ênfase no Feminino, pois, mesmo sendo uma mulher cisgênero que se identifica como tal, a minha feminilidade é o que mais está trancafiada aqui dentro.

Isso porque eu cresci num mundo que, por algum motivo, vê mulheres (e qualquer um que seja diferente da norma local) como algo inferior, perigoso, que ameaça o status quo e que precisa ser mantido sob controle. E faz isso impondo na nossa psique quatro coisas:

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