Arte focada, arte diversa

Ou também: correlacionando biologia, arte e sociedade! XD

Para surpresa de zero pessoas, 2020 foi como um trator passando em cima da minha vida, assim como o foi pra praticamente todo mundo, de diversas maneiras, com diversos obstáculos e desafios, e tudo indica que seu legado vai ser continuado em 2021.

Menos vocês, elite fascistinha de merda que só se importa com o próprio umbigo e que enriqueceu às custas dos outros. Se você não teve ao menos um pingo de depressão pelo estado do mundo, mesmo sentado em seus privilégios, é de você que tô falando. Você é o problema. E se você se irritou com isso, a carapuça serviu, fikdik.

Esse ano foi certamente regido pelo Arcano XVI, A Torre, que chacoalha nossas bases, destruindo as velhas estruturas pra dar lugar à renovação. Só ainda não sei se, para a humanidade como um todo, a Torre está invertida ou não. Tenham esperanças, crianças!

No meu caso, uma das coisas para a qual “serviu” esse ano, foi me fazer parar de bater a cabeça na parede e mudar minhas perspectivas. Ainda tô “reajustando” a minha visão, começando enfim a ter forças pra quebrar a casca do ovo, graças a descobertas sobre mim mesma que vieram à tona e literalmente me despertaram pra muitas coisas.

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Casulo

2020 veio pra mostrar que a realidade consegue superar o absurdo de tal forma que até mesmo a surrealidade tá procurando emprego. Não sei como será 2021 e além, mas uma coisa ninguém pode negar:

Estamos vivendo tempos interessantes.*

Mesmo com anos e anos acumulando crises econômicas, humanitárias e climáticas, a pandemia de 2020 conseguiu puxar o tapete de (quase) todo mundo, em diversos níveis e severidades. Há aqueles que lutam por sobrevivência, por ter o que comer, beber, onde dormir, energia elétrica; há aqueles que lutam por trabalhar e manter a família com o mínimo necessário; há aqueles que lutam por justiça e direitos humanos; há aqueles que lutam para manter conhecimento e arte vivos; há aqueles que lutam para fornecer esperança aos outros; há aqueles que lutam por inclusão e empatia; há aqueles que lutam por sua própria sanidade.

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Anath Nagendra – a criação

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Na minha última postagem (aqui) falei um pouco sobre ter ou não um nome artístico, opinei sobre motivações e propósitos, dei dicas para o uso e também sobre as variadas formas de se usar um stage name.

Hoje, trago a história detrás do meu, como foi a minha decisão de ter um nome artístico, sobre seu propósito, a pesquisa por trás dele e também sobre a criação da marca.

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De Onde Vim

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Alerta de textão!

Acho interessante compartilhar sobre minha história – e ler a de outras – porque contexto é tudo, e isso pode inspirar alguém. Muitas vezes admiramos um artista ou profissão, ou queremos perseguir uma determinada carreira, mas nos vemos impedidas, auto-sabotadas, frustradas ou desanimadas porque acreditamos não estar no caminho certo, não termos as características perfeitas, não nos esforçarmos da maneira ideal, ou não ter começado no momento correto.

No caso da dança, é muito comum que grandes bailarinas tenham começado muito cedo na vida, passado por diversos estilos, aprofundado seus estudos e estabelecido uma carreira ainda bem jovens. Vemos com freqüência como as artistas mais famosas e admiradas são pessoas muito ativas, que treinam 40 horas por dia (#Ling Ling feelings), e criam literalmente o tempo todo.

Mas… e quando não nos encaixamos nesses perfis? Quando não temos a chance de começar cedo, não temos energia para tanto treino, tempo para aprender mais ou dinheiro para investir?

Não temos o direito de ter uma carreira como bailarina?

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Prisões de nós mesmos

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Criei este site primeiramente como um blog, no dia 8 de março de 2016. Sim, foi de propósito, achei que seria interessante começar os trabalhos no dia da Mulher, basicamente porque parte do motivo pelo qual danço, é resgatar o meu feminino interior. Hoje, uso como marco meus 30 anos para relançá-lo depois de uma densa reforma, além de estar trabalhando na expansão de horizontes de trabalho criativo com a lojinha e os cursos on-line.

Update: devido à uma nova reforma no site, estou reupando todos os posts anteriores, às portas dos 31 anos hehe.

Na verdade, é mais algo como libertar o meu eu, a minha essência em sua totalidade, sendo ela feminina ou não. Mas existe uma ênfase no Feminino, pois, mesmo sendo uma mulher cisgênero que se identifica como tal, a minha feminilidade é o que mais está trancafiada aqui dentro.

Isso porque eu cresci num mundo que, por algum motivo, vê mulheres (e qualquer um que seja diferente da norma local) como algo inferior, perigoso, que ameaça o status quo e que precisa ser mantido sob controle. E faz isso impondo na nossa psique quatro coisas:

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